quinta-feira, 3 de setembro de 2009

MT "OLEKMA"














Navio-Tanque Auxiliar da frota Russa em visita oficial ao Porto de Lisboa. Este navio, construído em 1964 é um dos últimos navios-tanque de "primeira geração" ainda a navegar. Directamente vindo de Kalingrado entrou hoje no Porto de Lisboa onde ficará durante os próximos três dias. Embora possua a bordo um "Grupo Anti-Terrorista", é tripulado por civis à semelhança do que acontece com outros navios auxiliares das marinhas ocidentais.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

MV "CSAV LONQUEN"



















segunda-feira, 3 de agosto de 2009

MV "INDEPENDENCE OF THE SEAS"
















quinta-feira, 16 de julho de 2009

VILLEFRANCHE SUR MER - FRANCE





quarta-feira, 15 de julho de 2009

PORT HERCULE - MONACO

segunda-feira, 13 de julho de 2009

USS "IKE"

Amanhã em Lisboa... (US Navy Photo)

sábado, 27 de junho de 2009

SPS "NAVARRA"







sexta-feira, 26 de junho de 2009

HRMS "DOLFIJN"











MV "GRANDE LAGOS"











quarta-feira, 24 de junho de 2009

ACABOU...



Foi vendido o último navio da Sacor Marítima - GALP LISBOA agora TRANCARIBE.

O navio encontra-se fundeado no Porto de Lisboa com saída prevista para o final desta semana.

Assim se encerra a história de uma companhia de navegação que tinha tudo para dar certo mas que sucumbiu aos interesses de poucos em detrimento do interesse Nacional...

A mim deixa-me pena... A outros devia deixar vergonha!

Shame on You !

terça-feira, 9 de junho de 2009

MV "INDEPENDENCE OF THE SEAS"





Ainda era noite quando embarquei neste gigante dos mares que entrou hoje o Porto de Lisboa para mais uma escala na nossa Capital. Juntamente com os seus irmãos "Freedom" e "Liberty", o "Independence of the Seas" é um dos maiores navios de passageiros existentes. Está prevista para Novembro a entrada ao serviço do "Oasis of the Seas" que será o maior navio de passageiros em tonelagem e em comprimento destronando o QM2 que apesar de ser menor em tonelagem é mais comprido do que os navios da classe Freedom.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

MS "EURODAM"



MV "DELPHIN VOYAGER"



domingo, 3 de maio de 2009

1.000

Pilot Boarding





Porque a vida é feita de aprendizagem, dedico este post aos seus intervenientes que me ensinaram e continuam a ensinar todos os dias...

MV "CALA PULA"



sábado, 2 de maio de 2009

Capt. Fahrettin Aksu

On the 10th April Capt. Fahrettin Aksu (54) fell into the sea during disembarkation from reefer ship “Sun Genius”, after completing his duty.

Pilot boat recovered his body from the sea soon afterwards, but he was dead.

Capt. Aksu was onboard the vessel for pilotage through the Strait of Istanbul.

The reason for the accident is yet unknown.

It was 03:20 local time and freeboard of the ship was 5 meters. Capt. Aksu was climbing down the ladder and after a few steps, he suddenly fell.

terça-feira, 28 de abril de 2009

PH "JEANNE D'ARC"









Tive o prazer de pilotar a mais antiga unidade da Marinha Francesa no activo, o navio Cruzador Porta-Helicópteros "JEANNE D'ARC" naquela que será a sua última visita ao Porto de Lisboa.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

MV "ATLANTIC BURNET"












quinta-feira, 16 de abril de 2009

SV "SEA CLOUD"


Foto gentilmente cedida por ruiagostinhocruisefotos.blogspot.com




segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Baptismo


As duas novas lanchas de Pilotagem do Porto de Lisboa "Barra Sul" e "Barra Norte" serão baptizadas amanhã dia 03 de Fevereiro pelas 11 horas no Cais da Princesa em Belém. O evento será presidido pela Sra. Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Prenda de Natal


São as duas novas Lanchas dos Pilotos de Lisboa que aguardam a sua entrega formal...

Feliz Natal !

domingo, 30 de novembro de 2008

From the Pilot Boat







Not the blog !

NV "PRÍNCIPE PERFEITO"



Fotos de outro ângulo...

sábado, 29 de novembro de 2008

MV "ELEFTHERIA"









sexta-feira, 28 de novembro de 2008

"Barra Norte" e "Barra Sul"

São os nomes das duas novas Lanchas de Pilotos do Porto de Lisboa.

domingo, 23 de novembro de 2008

MV "GRANDE PORTOGALLO"









quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Lisboa é das pessoas. Mais contentores não?

Petição entregue na Assembleia da República:

"A ampliação da capacidade do terminal de contentores de Alcântara que o Governo inoportunamente se propõe levar por diante implicará a criação de uma muralha com cerca de 1,5 quilómetros com 12 a 15 metros de altura entre a Cidade de Lisboa e o Rio Tejo."

MENTIRA – Nada será criado, neste momento e nesta zona os edifícios lá existentes são maiores que as pilhas de contentores que também já existem e que apenas não são visíveis devido aos já referidos edifícios. Mais, ao contrário dos edifícios (imóveis) os contentores podem ser parqueados de forma a que o impacto visual seja o menor possível, também não é verdade que só não se empilham mais contentores por falta de equipamento para tal, empilham-se mais contentores por falta de espaço, quanto maior for o espaço para parqueamento menor será a altura da pilha de contentores – empilhar contentores custa tempo de dinheiro – se fosse viável em termos de espaço nenhum contentor seria empilhado em cima de outro !

"A zona de Alcântara estará sujeita a obras durante um período previsto de 6 anos, impossibilitando assim a população de aceder ao rio pelas “Docas”, levando ao fecho de toda a actividade lúdica desta zona, pondo em risco 700 postos de trabalho."

MENTIRA – As obras planeadas não impossibilitarão a população de aceder ao rio pelas “Docas” a doca de Santo Amaro e a doca de Alcântara não serão encerradas. Igualmente os estabelecimentos das conhecidas “Docas” não serão encerrados – claro que existirão alguns constrangimentos nos acessos mas quais são as obras que não os provocam? Afirmar que 700 postos de trabalho se encontram em risco é pura demagogia e populismo barato!

"Os terminais de contentores existentes nos portos de Portugal no final de 2006 tinham o dobro da capacidade necessária para satisfazer a procura do mercado."

MENTIRA – O terminal da Liscont encontra-se saturado em termos de parqueamento de contentores desde 2000, é por isso que desde à alguns anos que se parqueiam contentores no Terminal de Passageiros de Alcântara – zona não concessionada à Liscont mas indispensável para que esta possa responder aos seus clientes de todo o País!

"O Tribunal de Contas em relatório de Setembro de 2007 sublinhava que a Administração do Porto de Lisboa (APL) é líder no movimento de carga contentorizada em Portugal, e apresenta desafogadas capacidades instaladas e disponíveis, para fazer face a eventuais crescimentos do movimento de contentores."

MENTIRA – Onde ???

"A prorrogação da concessão do terminal de contentores de Alcântara até 2042 que o Governo pretende concretizar com o Decreto-Lei n.º 188/2008, de 23 de Setembro, e que prevê a triplicação da sua capacidade afigura-se assim completamente incompreensível, desnecessária, e inaceitável para mais sem concurso público."

MENTIRA – É perfeitamente legal, necessária e urgente – pena que não tivesse sido feita à mais tempo!

"Apesar da lei prever 30 anos para a duração máxima das concessões, com esta prorrogação a duração desta concessão será na prática, de 57 anos, o que, tal como o Tribunal de Contas sublinha, impede os benefícios da livre concorrência por encerrar o mercado por períodos de tempo excessivamente longos."

MENTIRA – É perfeitamente legal e existem várias outras concessões públicas nesta situação!

"Com esta decisão do Governo perde a Cidade de Lisboa, perdem os cofres públicos, perde o sistema portuário nacional, no fundo perdem os portugueses."

MENTIRA – Com esta decisão a cidade de Lisboa ganhará melhores acessibilidades e mais emprego, ganham os cofres públicos com a entrada de mais impostos (pois nesta terra paga-se impostos para tudo!) e ganha o sistema portuário nacional com um Porto de Lisboa que não precisa de roubar carga a outros para crescer de forma sustentada!

Assim se desmontam os argumentos de quem não tem coragem para afirmar que o que realmente deseja é o encerramento do Porto de Lisboa !

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

O Porto de Lisboa e a Cidade ou a Cidade de Lisboa e o seu Porto


João Soares (*)

É com bastante apreensão e incredibilidade que, como técnico nesta área de actividade e sobretudo como cidadão deste pequeno país, tenho assistido ao desenrolar da polémica em torno do Porto de Lisboa e do projecto de desenvolvimento do Terminal de Contentores de Alcântara.

A apreensão resulta do facto de se estar a dar tão grande ênfase a esta questão num ambiente de histerismo desmesurado e a incredibilidade resulta da forma como o assunto está a ser tratado por pessoas que desempenham funções ou cargos de responsabilidade, com acesso aos principais meios de informação e que, de forma totalmente irresponsável, propositadamente ou inocentemente, manipulam a opinião pública.

Assiste-se aos comentários mais absurdos de jornalistas e comentadores, os quais deveriam ser imparciais e investigar devidamente e previamente os assuntos que compõem as notícias ou as opiniões que transmitem ou comentam, tentando primeiro compreender os problemas, ouvindo as várias partes envolvidas, e transmitindo as notícias da forma mais correcta possível.

Sendo conhecedor com algum detalhe desta questão e ouvindo os jornalistas falar deste assunto, com tão pouca verdade ou conhecimento, leva-me a pensar apreensivamente que todas as outras notícias que transmitem, sobre as quais não conheço com a mesma profundidade, se são tratadas da mesma forma, devem de igual maneira possuir um elevado défice de veracidade. Pela minha parte, e a partir desta data, colocarei sempre em dúvida qualquer notícia que me seja transmitida por estes “jornalistas”, os quais até hoje me mereciam credibilidade.

Simultaneamente saltam para a ribalta os mais variados políticos e deputados, que não tendo qualquer conhecimento técnico sobre o assunto, nem parecendo pretender sequer vir a tê-lo pela forma como falam, se arvoram em especialistas da questão e em donos do país e da verdade, tratando este assunto com um à-vontade e arrogância espantosa, como se muitas soluções houvessem como alternativa para o projecto em causa, chegando mesmo a apontar algumas que pelo absurdo que as mesmas representam apenas demonstram e compravam a sua ignorância.

Não me cansando de o fazer, seria bom esclarecer ou lembrar que um porto, com todas as suas instalações portuárias, seja ele qual for, poderá ter um interesse local e regional, mas acima de tudo tem um interesse e importância estratégica nacional, principalmente no caso de um país periférico como o nosso.
Parece que as pessoas só se apercebem disso quando existe uma greve de trabalhadores portuários e se sente o impacto que tal acção tem na economia nacional.

O Porto de Lisboa é entre os portos nacionais o que talvez apresente uma gestão mais complexa, no que diz respeito à convivência com as populações que o circundam, pois estende a sua área de influência ao longo de onze municípios.

Uma cidade como Lisboa não poderia desenvolver-se nem sustentar-se sem dispor de um sistema mesologístico que garantisse o seu abastecimento, do qual o Porto de Lisboa é uma das peças fundamentais.

Isto levar-nos-ia a pensar sobre qual teria nascido primeiro. O porto ou a cidade?
Se temos um porto e a sua cidade ou a cidade e o seu porto?
Penso que os dois estão de tal forma interligados e interdependentes que não faz sentido sequer reduzir a relação a este binómio, pois que para além de servir a cidade de Lisboa e a sua área metropolitana, o Porto de Lisboa serve, e bem, todo o país, não podendo nem devendo estar ao sabor de qualquer Câmara, a qual tem normalmente um horizonte limitado à sua área de jurisdição, não entendendo o país, nem o seu sistema macrologístico, como um todo.

Talvez a maior parte das pessoas desconheça, mas durante o ano de 2006 o Porto de Lisboa movimentou cerca de 20% do volume de carga que compõe o total do nosso comércio externo, ultrapassando 12 milhões de toneladas, e 50% de toda a carga contentorizada do país, a que corresponderam cerca de 340.000 contentores (mais de 500.000 TEU’s), tendo a sua maioria origem e destino na Região de Lisboa e Vale do Tejo, e principalmente na margem Norte do Tejo, local onde se concentram as zonas de consumo, produção e distribuição, sendo uma parte significativa destes contentores para abastecer a cidade de Lisboa e a sua área metropolitana.

Se porventura alguém se lembrasse de fechar o Porto de Lisboa ao movimento de cargas, passaríamos a ter actualmente e no mínimo mais 340.000 viagens de camião na estrada por ano, a movimentar os contentores de outros portos do país para a zona Norte do Tejo.
Imagine-se o aumento de tráfego que isso originaria, constituído, pelo menos, por 1.300 camiões por dia, traduzindo-se num significativo aumento das emissões de CO2, de congestionamento e de outros custos externos marginais, já para não falar dos custos directos com este acréscimo de transporte e que iriam ter reflexos nos custos dos bens ou produtos transportados e quiçá na competitividade das nossas exportações.
Imagine-se agora com o evoluir do tempo e dos fluxos de carga?
Espero que nos estudos de impacte ambiental os nossos putativos deputados e políticos não se esqueçam de ter estes factos em conta.

O problema que tem sido levantado relativamente à expansão do terminal de contentores de Alcântara, envolve dois aspectos.

O primeiro é apontado como a formação de uma barreira de contentores que impede que os cidadãos de Lisboa possam usufruir da vista do rio Tejo, podendo o terminal de contentores ser mudado para outro local na margem Sul, ou podendo o movimento de contentores ser transferido para outro porto nacional, havendo ainda a referência à inexistência de estudos de impacte ambiental.

O segundo relaciona-se com o facto de o actual concessionário ir usufruir de uma extensão ou renovação da sua concessão, como contrapartida dos investimentos que irá realizar, sem se recorrer a concurso público, havendo ainda menções sobre a legalidade dessa prorrogação e da legislação publicada nesse sentido.

Relativamente ao primeiro ponto torna-se necessário esclarecer mais uma vez que é um facto irrefutável que a origem ou destino das mercadorias movimentadas no Porto de Lisboa está concentrada na sua grande maioria na zona a Norte de Lisboa, por essa razão é que os terminais de contentores estão correctamente concentrados na margem Norte.

A mudança do terminal de contentores para a margem Sul, ou mesmo para outro porto nacional, obrigaria a maiores percursos de transportes rodoviários ou ferroviários para movimentar as cargas de ou para as suas origens ou destinos finais, com um consequente aumento dos custos directos inerentes e sobretudo com um aumento dos custos ambientais relacionados com esses percursos complementares.

Ora para quem se preocupa tanto com o impacte ambiental parece que se estão a descurar factos importantes como estes.
Para além disso os custos de investimento na construção de um novo terminal são muito superiores ao simples reordenamento do terminal existente. Razão pela qual certamente se optou por esta solução.

Quanto ao desfrutar do rio pelos cidadãos de Lisboa aconselha-se os menos informados a verificarem através dos meios actualmente disponíveis na internet, como sejam o “Google maps” ou o “Google Earth” ou outro sitio que apresente imagens actualizadas do globo e vejam em pormenor a margem Norte do Tejo, nomeadamente aquela que se estende ao longo do município de Lisboa.

Pode-se constatar que do total de 20 Km de margem, mais de 15 Km encontram-se acessíveis e disponíveis para serem usufruídos pelos cidadãos de Lisboa, nomeadamente:
- A zona que se estende desde Algés (rio Jamor) até Alcântara, a qual abarca o chamado passeio marítimo de Algés, a zona da Torre de Belém e a zona das docas que inclui a Doca de Sto Amaro, apresentando uma frente de 5,2 Km.
- A zona que se estende desde Alcântara até Santa Apolónia (incluindo o futuro terminal de cruzeiros em Sta Apolónia o qual também será certamente aberto aos cidadãos da cidade) a qual apresenta uma frente de 4,3 Km.
- A zona que se estende desde o Poço do Bispo até ao Rio Trancão, que inclui a zona da Expo, a qual representa uma frente de 5,9 Km.

A zona dedicada à operação portuária de movimento de carga está resumida a um total de cerca de 5 Km de cais, sendo 1,7 Km em Alcântara (já com a nova extensão proporcionada pelo projecto em causa) e 3,2 Km na zona de Sta Apolónia – Beato – Poço do Bispo.

É pena que muitos dos actuais críticos do projecto de Alcântara, não tenham idade ou memória para se lembrarem que há cerca de 25 anos atrás ainda se realizavam operações de carga dentro da Doca de Alcântara, também conhecida como Doca do Espanhol, com navios de carga geral, os quais ocupavam toda a doca e sua área circundante, com muitos armazéns de apoio a esse tipo de operação.

Actualmente essa doca é utilizada para fins lúdicos e os seus armazéns do lado Norte foram demolidos na zona perto da doca e os restantes foram convertidos em escritórios, restaurantes, bares e mesmo museus.
Se recuássemos ainda mais no tempo, a própria Doca de Sto Amaro, onde actualmente se localizam as chamadas “docas”, com os seus agradáveis restaurantes e bares, era onde se realizavam as descargas das fragatas do Tejo, utilizadas nas descargas dos navios ao largo, fundeados no meio do rio.

O que permitiu este aproveitamento e a redução da área de operação portuária foi sem dúvida a contentorização, a qual veio possibilitar a movimentação de um maior volume de carga com uma optimização do espaço em que é possível realizá-la, assim como uma maior rotatividade na sua movimentação. Ou seja uma maior eficiência e menor custo de operação.

Se a contentorização da carga geral não se tivesse verificado, actualmente necessitaríamos de dez vezes mais espaço para operação portuária do que aquele de que dispomos.

O projecto de ampliação do terminal de contentores de Alcântara, que tanta polémica está a levantar, resume-se a um reordenamento do espaço actualmente utilizado pelo terminal e um melhor aproveitamento das áreas disponíveis através da demolição de edifícios que estão devolutos e são inúteis, sendo excepção o edifício do IPTM.

Não terá mais contentores de altura do que actualmente possui, mas sim uma maior área para os localizar assim como melhores meios de movimentação, os quais permitirão ao terminal uma maior capacidade de movimentação anual através de uma maior rotatividade dos contentores.
Este projecto inclui ainda a reestruturação das acessibilidades, ferroviárias e rodoviárias, e o arranjo, há tantos anos esperado, do nó de Alcântara.

Relativamente ao segundo ponto desta discussão, que tem a ver com a extensão da concessão ao actual concessionário, sem concurso público, em contrapartida do elevado montante de investimento necessário, penso que se não fosse legal fazê-lo não poderia ter sido feito.

Se existe alguma ilegalidade no processo então que a mesma seja investigada e para isso devem então entrar em acção os nossos representantes no parlamento e os políticos que devem vigiar que a legalidade do estado democrático é garantida.

Mas já agora não se esqueçam de aproveitar para investigar todos os outros casos que não são muito claros e que, de acordo com os mesmos “jornalistas”, também se verificam noutras áreas de actividade e mesmo noutros portos.

Agora o que não se compreende é como uma cidade que já dispõe do acesso ao rio em 75% da sua extensão ainda reivindique os restantes 25%, quando se trata de uma área fundamental para o desenvolvimento económico do país e da região, tendo Alcântara características únicas em termos de fundos e condições para receber a actual geração de navios porta-contentores.

Como é possível que estes assuntos sejam tratados com uma superficialidade e uma irresponsabilidade inconcebível e inacreditável por tanta gente inteligente que deveria ter o mínimo de discernimento para analisar a situação de uma forma correcta, responsável e séria, não tomando minimamente em consideração que as pessoas que estudaram este assunto e planearam este projecto sabiam o que estavam a fazer?
Será que estão a agir de má-fé ou eventualmente estão a ser suficientemente ingénuos para se deixarem manipular e usar.

Talvez o projecto seja incómodo para os investidores e alguns moradores do futuro projecto imobiliário Alcântara XXI, que possivelmente terão uma vista de rio com navios e contentores à mistura.

Mas têm certamente que admitir que os contentores e os navios já lá estão há muitas décadas.

Também convenhamos que a imagem não é assim tão má, pois já vários artistas os representaram nas suas pinturas.

O que não se pode é prejudicar a economia de um país em benefício de uma minoria utilizando como pretexto os interesses dos cidadãos de Lisboa.

Os cidadãos de Lisboa e o país já foram suficientemente prejudicados, pois o problema do nó de Alcântara já podia estar resolvido há dez anos atrás, com fundos comunitários a cobrir 85% do investimento necessário.
Por teimosia e interesses particulares o projecto não se concretizou e os fundos comunitários perderam-se, sendo agora, caso se concretize, necessário pagá-lo com recurso aos fundos públicos e privados, sem qualquer apoio financeiro comunitário. Já agora valeria a pena investigar de quem foi a responsabilidade.

Esta ampliação do terminal de Alcântara já deveria ter sido realizada há dez anos atrás. Como de costume estamos atrasados.
Se continuarmos atrasados ou este projecto não se vier a concretizar as consequências de uma decisão dessa natureza, no que diz respeito aos custos directos e indirectos para a nossa economia, quer através do aumento dos custos dos bens ou produtos, quer dos custos ambientais, serão elevados e alguém terá de assumir a responsabilidade por isso.

Talvez por vivermos no país em que vivemos, onde a culpa normalmente morre solteira, leve a que as pessoas usem a democracia e a liberdade a seu belo prazer, sem a responsabilidade inerente ao usufruto consciente e responsável dessa mesma liberdade.

Onde aos jornalistas tudo é permitido dizer sem o mínimo de investigação e constatação da veracidade ou realidade dos factos e aos políticos tudo é permitido fazer, com a maior das impunidades.

De facto seria bom que quem fala ou escreve sobre os portos, quer de forma gratuita ou voluntariosa ou mesma paga e encomendada, o fizesse com honestidade e conhecimentos mínimos do que está a fazer e das consequências das suas palavras para a economia do país.
Seria bom que analisassem os problemas e ouvissem todas as partes envolvidas e não se limitassem a lançar para a praça pública opiniões sem fundamento como forma de manipular a opinião pública.

Talvez fosse uma boa ideia a Comunidade Portuária do Porto de Lisboa reunir também as assinaturas necessárias para se fazer ouvir pelo parlamento e tentar fazer com que algo que está actualmente em défice seja reposto. O bom senso.


(*) Professor e Especialista em Transportes, Portos e Logística, mas neste caso apenas um cidadão deste País

QE2 Last Call...



sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Em Defesa de Lisboa

Pela defesa do Porto de Lisboa, do emprego, do ambiente e do desenvolvimento sustentável da cidade.
O Porto de Lisboa e as actividades que dele dependem empregam cerca de 140.000 pessoas e representam cerca de 5% do PIB regional e 2% do PIB Nacional. Trata-se, por isso, de uma estrutura económica de importância vital para Lisboa e para o bem-estar dos seus cidadãos, sendo também uma peça estratégica do sector portuário nacional sem a qual seriam alguns portos estrangeiros os grandes beneficiados.É por isso que todas as grandes cidades ribeirinhas europeias não dispensam, antes desenvolvem, os seus portos comerciais. Barcelona, Valência e Vigo são apenas alguns exemplos mais próximos.Eliminar os terminais para contentores que são transportados por navio, obriga trazer esses contentores para Lisboa a partir de outros portos, o que implica, por um lado, um acréscimo de custo do transporte, (com reflexo nos preços dos produtos, que se estima em cerca de 20%) e, por outro, um aumento do congestionamento, sinistralidade e desgaste das rodovias, a que acresce um impacto fortemente negativo para o ambiente.A protecção da cidade e o respeito pelos seus cidadãos é um objectivo de todos, que é alcançável com um equilíbrio saudável e desejável com a imprescindível actividade económica que hoje, e desde sempre, é uma realidade na cidade de Lisboa.Expressões como:
● “Uma pilha de quatro contentores equivale a um prédio de 10 andares”, como se 10 metros fossem equivalentes a 31 metros;
● “Não faz sentido movimentar contentores na baixa de Lisboa”, como se Alcântara ficasse no Rossio;
● “A taxa de utilização do terminal de Contentores de Alcântara é baixa” o que não é verdade. O terminal está a atingir o ponto de saturação;
● “Não faz sentido manter um terminal de contentores, quando se vão realizar urbanizações de luxo em Alcântara, aqui até podemos ver a alternativa desejada por alguns.
Comprovam claramente o nível da informação propagandeada a respeito deste assunto.Não podemos ser meros espectadores dessa irresponsabilidade, nem pactuar com a desinformação que existe em torno do tema.Vastas áreas da zona ribeirinha estão ainda pouco aproveitadas e podem ser convertidas em locais de lazer e recreio, a juntar ao muito que já existe.
A economia marítimo-portuária de um país virado para o mar não é impeditiva destes objectivos.Não vamos permitir que uma das infra-estruturas mais importantes para o desenvolvimento e sustentabilidade da cidade e do país sucumba ao populismo irresponsável. Vamos lá assinar a petição, pela defesa do Porto de Lisboa e da cidade, do emprego e do ambiente, contra a demagogia!

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

QE2


O Autor e o Comandante Ian McNaught





Penúltima visita do QE2 ao Porto de Lisboa...

MV "BLACK PRINCE"


segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Air Clearance

A Ponte 25 de Abril pode ser atravessada (pelo rio) por três percursos diferentes: entre a margem norte e o pilar norte, entre os pilares norte e sul e entre a margem sul e o pilar sul. Entre os pilares norte e sul considera-se a distância entre o tabuleiro inferior e o nível médio das águas do mar igual ou superior a 70m, já entre o pilar norte e a margem norte os valores são inferiores aos referidos 70m. O navio apresentado na foto - Independence of the Seas -possui um "air draft" de cerca de 64m que o aproxima do limite admissível para uma passagem segura entre a margem norte e o pilar norte.

NT "GALP LEIXÕES"



É sempre com alguma nostalgia que fotografo uma das últimas unidades da Sacor Marítima, mais uma "escola" que se perderá... Questiono-me de onde virão os técnicos que a actividade marítima necessita daqui a alguns anos se as escolas teimam em fechar ?

sábado, 20 de setembro de 2008

QM2

Mais uma vez, tive a oportunidade de pilotar o navio-almirante (flagship) da Cunard, o RMS QM2 que se encontrava atracado no Terminal de Passageiros de Alcântara na sua última visita de 2008 ao Porto de Lisboa.

O maior transatlântico (cruise liner) do mundo era comandado pelo Comodoro (Senior Captain of the Fleet) Bernard Warner que aqui se encontra fotografado juntamente com o Autor.









Até 2009 !

domingo, 13 de julho de 2008

MV "GEM OF MANGALORE"
























































HMS "WESTMINSTER"
























































quarta-feira, 9 de julho de 2008

O Último Galp ?


A cerimónia de Baptismo encontra-se ligeiramente atrasada...

terça-feira, 8 de julho de 2008

MV "JOLLY SMERALDO"










segunda-feira, 7 de julho de 2008

Porto de Lisboa 2008-06














domingo, 18 de maio de 2008

MV "IRAN RAJAI"










quarta-feira, 14 de maio de 2008

Porto de Lisboa 2008-05-14



















MV "INDEPENDENCE OF THE SEAS"







sábado, 10 de maio de 2008

SV "SEA CLOUD II"

Ao contrário do seu irmão mais velho SEA CLOUD I construído em 1931, o SEA CLOUD II foi construído em 2001 mas ao nele embarcar é impossível não sentir a presença de uma genuína barca clássica de três mastros.

O antigo e o recente - a Torre de Belém e a Torre da APL - o ferrie TRAFARIA PRAIA e o navio SEA CLOUD II





A Ponte 25 de Abril ficou para trás...

Navio porta-contentores português INSULAR de saída.


A casa de navegação - em tudo semelhante à casa de navegação de um navio convencional.




Navio atracado no existente Terminal de Passageiros de Santa Apolónia, que se espera vir a ser o principal terminal de navios de cruzeiros da cidade de Lisboa...
Uma das mais-valias do alargamento deste terminal é o de possiblitar aos passageiros uma verdadeira percepção da cidade, algo que não é possível quando os navios atracam nos terminais de passageiros de Alcantâra ou da Rocha. Lisboa não é só a zona de Belém - O Castelo e toda a envolvente do Bairro Alto representam por sí talvez uma imagem mais real da vida de uma cidade que não se resume a jardins e monumentos para turista ver...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

MT "ORIENTAL MARGUERITE"








Navio-tanque transportador de acrilonitrilo que apenas à três meses ainda se encontrava no estaleiro de construção no Japão. Este navio foi pilotado na Baía de Cascais e destinava-se ao terminal de líquidos da Tanquipor no Barreiro - que será provavelmente o terminal mais afectado pela construção da nova travessia rodo-ferroviária sobre o Tejo pois o avançar deste projecto implicará a "deslocalização" deste terminal para uma posição mais a jusante...

MV "MAERSK VARBERG"









Navio porta-contentores "MAERSK VARBERG" que entrou no Porto de Lisboa para efectuar uma descarga total de todos os contentores a bordo para depois se dirigir ao estaleiro da Lisnave em Setúbal onde irá entrar em doca seca.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

MV "TRIUMPH"







Manobra de saída do navio TRIUMPH do terminal de contentores da Liscont em Lisboa com destino ao Canadá. Este navio é gémeo do CP VALOUR que encalhou na Baía da Praia do Norte da Ilha do Faial nos Açores e cujo relatório de investigação pode ser consultado aqui :http://www.maib.gov.uk/cms_resources/CP%20Valour.pdf

terça-feira, 18 de março de 2008

NT "GALP MARINE"



quinta-feira, 6 de março de 2008

Insólito WPFI


Cristo Rei


A estátua do Cristo Rei é um monumento que não deixa nenhum visitante indiferente, muitos tripulantes tiram fotos e perguntam a razão de tal edificação quando os seus navios passam por este singular marco da nossa cidade, no entanto, por vezes também se dá lugar a grandes confusões como quando por exemplo nos navios de passageiros ouço com uma perturbante frequência anunciar que esta estátua está virada num abraço fraternal para a imagem do Cristo Redentor no Rio de Janeiro ???

segunda-feira, 3 de março de 2008

Navio Bacalhoeiro "CAPITÃO FERREIRA"


Aqui fica mais uma recente foto (desta vez de um ângulo diferente) de um dos muitos navios com história que se perderam para sempre.

Esperamos não perder as interessantes histórias que se contam no blog NÓS E O MAR...

sábado, 9 de fevereiro de 2008

HMS "TIRELESS"










Hoje pilotei novamente um submarino britânico da classe "Trafalgar" o HMS "TIRELESS" (GT=4.740 / LOA=90 / D=9,8). Embarquei pelas 0800 a Sul da Bóia n.º2 e após passar a bóia n.º5 procedeu-se à recolha da antena que este submarino reboca cujo comprimento atinge algumas centenas de metros - esta manobra foi executada a Sul de Paço de Arcos pelo rebocador "SVITZER LEIXÕES" e um semi-rígido da marinha britânica desfrutando de excelentes condições de tempo. Após a libertação da antena o submarino dirigiu-se para o cais do Portinho da Costa onde atracou pelas 1100 apenas com o rebocador "CARAMUJO" com um cabo passado à proa. A decisão de atracar apenas com o auxílio de um rebocador foi tomada devido ao facto de o rebocador "SVITZER LEIXÕES" ter ficado retido na operação de recuperação da antena e do rebocador "SVITZER LISBOA" (entretanto chamado) não chegar em tempo útil visto o baixa-mar ser às 1029 - hora a que o submarino já se encontrava junto ao cais. A manobra decorreu bastante bem sem necessidade de utilizar o rebocador a não ser para um pequeno puxão para BB já na fase final quando já existiam cabos passados ao cais, o factor de sucesso foi a corrente de vazante de cerca de 1 nó que ainda se fazia sentir...

Continuo a entender que este tipo de submarinos manobra de maneira semelhante a navios de igual dimensão (embora poucos navios de 90 m apresentem calados de 9,8m) com o benefício de serem menos susceptíveis à acção do vento. Para manobras efectuadas contra a corrente não considero o facto de o hélice se encontrar a ré do leme ser muito importante.

Aqui http://www.royal-navy.mod.uk/server/show/nav.6183 existem excelentes fotos desta unidade naval no Pólo Norte onde esteve recentemente.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

MV "ZHEN HUA"


"In the night between friday and saturday, the heavy load carrier Zhen Hua 10 (IMO: 7917410, Port of Registry: Kingstown, St. Vincent and the Grenadines), which was anchored near Rotterdam, ran adrift in storm conditions and floated towards the Dutch coast, where she finally ran aground at the 'Slufter'-beach at the Maasvlakte. For a while it appeared that the vessel was in danger of capsizing, but she was soon stable being stuck in the sand. The Zhen Hua 10 is loaded with 5 containercranes (of which one is destined for the new Euromax-terminal at Rotterdam) from Shanghai and has a crew of 33, which are still on board and not injured.The Zhen Hua 10 is 244 metres long, 40 metres wide, has a maximum draught of 8.5 metres and a deadweight of 45323 tonnes. She was built in 1981 by Astilleros y Talleres del Noroeste S.A., Spain as an oil tanker and was converted to a heavy load carrier in 2005. The vessel is operated by Shanghai Zhenhua Shipping Co. Ltd, China." in http://shipoftheday.blogspot.com/
Há coisas incriveis, não há?

sábado, 2 de fevereiro de 2008

ESSO Trafaria

O Terminal da Esso na Trafaria é um terminal da prestigiada multinacional ExxonMobil onde atracam Navios-tanque Petroleiros e LPGs, devido à sua posição geográfica à entrada do Tejo é um local bastante exposto à ondulação.
As condições de segurança em que se processam as manobras encontram-se expostas nas fotos abaixo...


Navio-tanque LPG/C atracado no Terminal Esso Trafaria
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O posto de acostagem

Proa

Costado

Popa

Passagem dos lançantes da Proa

Passagem dos lançantes da Popa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Guided Missile Cruiser "MOSKVA"


Trata-se de um navio construido em 1979 na União Soviética originalmente denominado SLAVA e renomeado MOSKVA servindo agora marinha da Federação Russa.
Embora apresente um aspecto cuidado, nota-se a idade e a desactualização do equipamento.
O Comandante comunicou com o Piloto através de um elemento da tripulação que falava um inglês sofrível e russo, facto que não contribuiu para um entendimento perfeito - no entanto a manobra decorreu de forma correcta e o relacionamento Comandante / Piloto foi sempre bastante cordial...

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

HMS "SOMERSET"


Fragata britânica HMS "SOMERSET" (GT=4.200 / LOA= 133 / D=7,3) na Baía de Cascais a aguardar o embarque do Piloto.
Durante a manobra de atracação ao Cais da Estação Marítima de Alcântara - na Ponte Alta com o Comandante.

Navio atracado na Estação Marítima de Alcântara para uma curta estadia de 24 horas - O Comandante descreve com alguma regularidade o dia-a-dia desta unidade naval no blog http://hms-somerset-co.blogspot.com/ que vale a pena visitar...
A special thanks to Lt Cdr RN Steve Quantrill - Logistics Officer of the HMS "SOMERSET".

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

MV "MAERSK BEAUMONT"


Navio porta-contentores Panamax "MAERSK BEAUMONT" (GT=48.853 / LOA=294 / D=12,2)


Escada combinada - obrigatória para alturas de bordo livre superiores a 9 metros.

Vista para ré...

Vista para vante...

Popa 132,6m / 161.3m Proa
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Apesar da existência de um propulsor de proa com dois mil cavalos e de um propulsor de popa de mil e quinhentos cavalos a manobra foi efectuada com o auxílio de dois rebocadores que muito ajudaram a controlar os 294 metros submersos a 12,2 metros.



Não é comum a vinda deste tipo de navios ao Porto de Lisboa. Para o MAERSK BEUMONT foi o quinto porto de escala após a sua saída do estaleiro de construção - infelizmente não voltará a Lisboa tão cedo...

sábado, 5 de janeiro de 2008

Barra Norte

Navio-Tanque LPG/C "GAS HARALAMBOS" a pairar aguardando o embarque do Piloto na Baía de Cascais.


A escada de piloto do tipo "quebra-costas" em português trágico-marítimo claro, porque em inglês é só a "pilot ladder".


O Piloto, meu homónimo e para quem envio um grande abraço na esperança que ele não me exija as "royalties" do direito de imagem...


Navio-Tanque LPG/C "GAS HARALAMBOS" já a navegar rumo à Barra Norte com destino ao fundeadouro ocidental para abastecer combustível (fazer bancas - num português técnico não muito correcto).
Navio-Tanque Químico "ALPINE LADY" igualmente a pairar aguardando o embarque do Piloto também na Baía de Cascais.


"ALPINE LADY" e "GAS HARALAMBOS" rumo ao Corredor.

No enfiamento Fl. da Guia / Fl. de Sta. Marta - 105º.

Farol de São Julião pelo través.


"GAS HARALAMBOS" preparando-se para fundear.


Rebocador de propulsão "Voith Schneider" MONTEBELO.


Junto à entrada do canal de sólidos/líquidos avistando-se o primeiro par de bóias por BB e com as bóias do canal do Alfeite na amura de EB.

Com o rebocador MONTEBELO estabelecido pela popa, preciosa ajuda na redução de velocidade e na manobra de rotação por EB para atracar também por EB.

De entrada no canal de sólidos com destino ao terminal da Atlanport cais número cinco.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

BE "GUAYAS"





Em Junho de 2007 tive o prazer de pilotar o Navio-Escola Equatoriano GUAYAS.

Aqui ficam algumas fotos - Uma saudação especial para o Comandante Carlos Vallejo Game con sentimiento de amistad y profundo espíritu marinero.

MV "CMA CGM SEINE"

Navio porta-contentores CMA CGM SEINE ( GT=37.193 / LOA=243 / D=10,6 ) atracado por EB no terminal de contentores da Liscont em Alcântara.



Rebocador SVITZER LISBOA com o cabo de reboque estabelecido à popa pela buzina central. À proa encontrava-se o rebocador MONTEVIL.

Navio já com seguimento avante em direcção à Barra Sul do Porto de Lisboa - próximo porto : Nova Iorque.
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Lancha de Pilotos BAÍA DE CASCAIS preparando-se para preparando-se para o desembarque do Piloto vendo-se ao fundo a Bóia n.º2

domingo, 11 de novembro de 2007

Rebocadores e Lanchas










Rebocadores SVITZER LISBOA, SVITZER LEIXÕES, MONTEBELO e MONTEVIL da Lisbontugs - Grupo Svitzer Wijsmuller / Maersk e os Rebocadores SEZÕES, ALA e lanchas ZEZITO, PASSACABOS e ESTALEIRO DA ROCHA da Resistência - Grupo Lutamar

sábado, 3 de novembro de 2007

Capt. LUTFU BERK


On 20.12.2006 just after midnight, Capt.Lütfü BERK, a senior pilot serving in the Strait of Istanbul since 9 years, lost his life when he fall onto the pilot boat while disembarking a Panama Flagged ship, Regina-V.

The reason of the accident being investigated, however, first findings and expert reports point out that the pilot ladder that Capt. Berk used to disembark the ship was not in good order and in compliance of SOLAS Requirements.

The pilot ladder, which was almost ten meters in length, was not assisted by an accommodation ladder, which is a SOLAS requirement in situations that freeboard exceeding 9 meters. According to the expert report, Regina-V did not prepare a combination ladder because the ship did not have an accommodation ladder on the starboard side, where the pilot intended to disembark.

Capt. Berk fell down from the ladder from the very first steps in 10 meters of height. He fell on to the boatman Huseyin Kaya and the boatman was seriously injured.

Capt. Lutfu Berk was 50 years old. He was married with three children and was known being fond of his children, particularly his daughters Zehra (6 Years old) and Ayca (5 Years Old). His son Mehmet is just 2 years old.


Em sua memória e em memória de todos os Pilotos que perderam a vida ou sofreram acidentes graves no mar...

In his memory and in memory of all Pilots that lost their lifes or were seriously injured at sea ...


http://www.youtube.com/watch?v=7erjOFT2490


video

terça-feira, 30 de outubro de 2007

HMS "TALENT"


Tive hoje o prazer de pilotar de saída o submarino de propulsão nuclear da marinha britânica HMS "TALENT" (GT=4.740 / LOA= 90 / D=9,8) http://www.royal-navy.mod.uk/server/show/nav.00h001003002001006.

Os submarinos comportam-se como navios de igual dimensão não sendo por isso mais exigentes em termos de manobra. Os maiores cuidados a ter relacionam-se com o facto de o rebocador que estabelece à popa por BB ou EB ter de se manter nesse bordo durante toda a manobra pois o leme do submarino ocupa uma posição mais elevada que o cabeço onde está encapelado o cabo de reboque. Outro cuidado a ter prende-se com o facto de o costado ser redondo - importante para a manobra de atracação e para o embarque e desembarque do Piloto.

O HMS "TALENT" encontrava-se atracado por EB no cais militar do Portinho da Costa. Com a ajuda dos rebocadores LISBOA e MONTEBELO o submarino abriu do cais e rodou por BB em direcção ao enfiamento de saída.

Quando o submarino já se encontrava no rumo 227º e nas imediações da linha de entre-torres pedi para reduzir a velocidade para cerca de três nós e preparei-me para desembarcar.

Com perícia o Mestre da lancha TORRE DE BELÉM aproximou-se por Sotavento e com o Marinheiro no bico da proa pronto para me segurar foi apenas necessário dar um pequeno pulo para cima do convés da Lancha de Pilotos - Parece fácil quando é feito com cuidado...

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Porto de Lisboa 2007-10-12

Navio porta-contentores GLORY atracado pelo autor na Liscont, ex-CP GLORY, ex-CANMAR GLORY gémeo do CP VALOUR que encalhou na Ilha do Faial onde o Comandante tentou fundear sem auxílio de Piloto... Not the best career move...

Navio ro-ro porta-contentores REGGEBORG atracado na Liscont pelo autor, possui duas máquinas independentes, dois lemes e propulsor de proa - um luxo... Ao fundo vê-se o navio-tanque GALP MARINE, presença assídua no Tejo.


Navio porta-contentores NILEDUTCH KUITO atracado no cais avançado da Sotágus


Navio porta-contentores REMO II


Navio de cruzeiros BRAEMAR atracado na Estação Marítima da Rocha


OK não é um navio - é o novo pórtico da Sotágus já montadinho e pronto para "saltar" para os carris...

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

MV "NORWEGIAN GEM"


Primeira escala em Lisboa do navio de cruzeiros NORWEGIAN GEM (GT=93.500 / LOA=294 / D=8,2)

MV "MAERSK VERA CRUZ"


Aproximação do navio MAERSK VERA CRUZ (GT=17.188 / LOA=179 / D=9.8) ao Pilot Boarding Ground de Cascais



A reduzir a velocidade para embarcar o Piloto por Sotavento / BB


Aproximação ao navio pela alheta de BB


Barra Sul - Toda a Força Avante - 22,5 nós


Estrela Maersk cujas sete pontas representam os sete dias da semana sempre a trabalhar - é assim que se cresce... Já dizia o Sr. Arnold Peter Moller em 1904...


Passagem pela Estação de Pilotos de Lisboa

Rebocador de propulsão azimutal SVITZER LISBOA a exercer 40T de força de tracção


Passagem a Norte do Pilar N da Ponte 25 de Abril


Aproximação ao Cais da Liscont


Acostagem Final


Atracação por BB concluída


Navio pronto para iniciar as operações comerciais

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

MT "WILLY"

POB no navio-tanque WILLY (GT=4.973 / LOA=106 / D=7,5) na Baía de Cascais

Barra Sul a Toda a Força Avante / Full Ahead


Port to Port com o Navio de Guerra de saída

Saudação ao Navio de Guerra germânico


Primeiro par de bóias do canal da CUF - Sólidos/Líquidos


Rebocador de propulsão azimutal MONTEBELO


Último par de bóias do Canal da CUF - Líquidos


Mau tempo na piscina...

Lancha de cabos e Bowthuster móvel ZÉZITO - muito comentado noutros blogs...


Manobra concluída - navio atracado por BB no cais LBC Tanquipor no Barreiro

Porto de Lisboa 2007-10-10

Navio-escola norueguês STATSRAAD LEHMKUHL auxiliado pelo rebocador MONTEBELO em frente ao navio de cruzeiros THE WORLD.


Navio de cruzeiros português FUNCHAL de chegada.


Seis navios porta-contentores e um navio de cruzeiros atracados no cais de Sta. Apolónia - Pena taparem a visibilidade do Rio a quem passa horas no trânsito da cidade - Vamos todos resolver este problema - O da visibilidade claro, porque o do trânsito caótico é complicadinho...


O Fim da Linha... Daqui para a frente só com muito cuidadinho... O que é aquilo ali à frente? É o PONTA DELGADA que se encontra arrestado à ordem do tribunal, razão pela qual não pode ser movimentado nem pela tão mediática APL, nem pela CML, nem pela TVI, e até nem pelo famoso MST - qualquer coisa relacionada com a separação de poderes e com a omnipotência dos tribunais que actuam em nome do povo...

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

NT "GALP FUNCHAL"


Encontro-me a fazer uma recolha de imagens do navio-tanque GALP FUNCHAL. Este navio fez parte da frota da Sacor Marítima entre 1995 e 1996 pelo que não existem muitas fotos disponíveis... Agradeço a quem possua imagens deste navio que as envie para o e-mail ncmptlis@gmail.com - Fica uma imagem do GALP FUNCHAL na sua última chegada a Sines...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

MV "YONG FENG"


Hoje pelas 0500 pilotei de saída o navio-graneleiro chinês YONG FENG (GT=38.873/LOA=225/D=7.4). Ao contrário do anterior navio asiático aqui mencionado este tem apenas 7 anos mas mais parece ter 17 ou 27... a manutenção chinesa não é das melhores embora a tripulação seja extensa em número...

Espero não ferir as "excelentes" relações diplomáticas que o nosso governo tem com este regime ditatorial que não demonstra qualquer respeito pelos direitos humanos e que anexou outro pela força bruta das armas... mas onde se irão realizar jogos olímpicos - não, não falo da Indonésia de Suharto, nem do Iraque de Sadam, nem da Alemanha de Hitler...

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

MV "DELPHIN VOYAGER"










Este navio efectuou a sua primeira escala em Lisboa em virtude do seu reposicionamento do Mar Báltico para o Mar Mediterrâneo.

O DELPHIN VOYAGER (GT=21.884/LOA=174/D=7,5) foi construído no Japão para a Japan Cruise Line como ORIENT VENUS o que se traduziu num navio com um interior minimalista e bastante ergonómico. O navio apresenta-se em excelente estado de conservação mais parecendo que tem 17 meses e não 17 anos. É mais uma prova de que os japoneses quando assim o entendem sabem construir com muita qualidade. Embora não seja um navio particularmente bonito visto do exterior, o seu interior é um dos mais interessantes e mais bem cuidados que já observei.

Possui dois hélices de passo variável propulsionados por duas máquinas independentes e um hélice de proa bastante eficiente. Embora a maré já estivesse a encher entendi que seria mais seguro atracar o navio por BB (com a água na popa) em virtude dos reduzidos vinte metros de distância a que iria ficar do navio de passageiros BLACK WATCH já atracado no Terminal de Passageiros da Rocha. A manobra decorreu bastante bem também devido à excelente cooperação do Comandante que, ao contrário da maioria dos Comandantes de navios de passageiros, acatou abertamente todas as indicações fornecidas pelo Piloto.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

MT "W S PROVIDER"


NT GALP SINES - Dá pena olhar para esta imagem...W? S? PROVIDER???...

Sou a favor do abate de certos navios - aqueles que mudam de nome todos os anos ninguém liga mas alguns nunca deveriam mudar de nome, mais valia o abate...

MV "DELMAS ANEMONE"







Saída do navio porta-contentores DELMAS ANEMONE (GT=14.241/LOA=159/D=10,0) atracado no Terminal de Contentores LISCONT.

O navio encontrava-se atracado por EB e a maré estava a vazar. O rebocador SVITZER LEIXÕES estabeleceu à popa ajudando-a a abrir do cais, a proa abriu com a ajuda do hélice de proa. Uma vez suficientemente afastado do cais e dos navios atracados à sua frente iniciou a marcha deixando o pilar N da Ponte 25 de Abril por BB. A pedido o Comandante desembarquei após deixar a bóia nº 1 pela alheta de BB...

MV "APOLO"

Mudança do porta-contentores APOLO (GT=4.448/LOA=101/D=5,1) do Terminal de Passageiros de Santa Apolónia onde aguardava lugar para o Terminal de Contentores SOTÁGUS após a saída do porta-contentores CORVO.
Embarquei e desembarquei pela escada de portaló - não é mau...

domingo, 9 de setembro de 2007

QE2

Faz hoje uma semana que tive a oportunidade de voltar a pilotar o RMS QE2 (GT=70.327/LOA=294/D=10,1). Embora seja um navio com capacidade de manobra não muito elevada a manobra decorreu bastante bem e foi igualmente rápida. As condições atmosféricas eram excelentes: maré a vazar, boa visibilidade e vento quase inexistente. Ainda assim foram utilizados três rebocadores para assistir à manobra. O navio foi pilotado pelas 0700 encontrando-se atracado por BB no Cais de Alcântara pelas 0745.

sábado, 1 de setembro de 2007

MV "CARNIVAL GLORY"


One of the most fun vessels I've ever been on... (not as a pilot!) in the southernmost point of the USA - the beautiful Key West FL - home state of one of my regular visitors.

QE2

Amanhã estará em Lisboa o QE2 - eta Belém Pilot Station 0700 LT WP...

Sacor Marítima

Aquela que já foi uma das mais bem sucedidas empresas de navegação nacionais encontra-se hoje numa fase de pré-extinção com a frota reduzida a um petroleiro, um navio de gás-liquefeito e dois batelões todos com mais de vinte anos...
Ao contrário dos exemplos da Portline, Transinsular e Mutualista Açoreana a Sacor Marítima não investiu na renovação da sua frota limitando-se a definhar num mercado em forte crescimento !...





Fotos da frota existente em 1996, talvez o melhor momento de sempre desta empresa... ou talvez o pior - pois marcou o princípio do fim...

FGS "KRONSORT"


Hoje de manhã pilotei o FGS KRONSORT, navio da armada alemã, 60 metros de comprimento, 10 metros de boca e cinco metros de calado (mais do que handysize - thumbsize !) um propulsor de proa e um propulsor de popa. A maré estava a vazar, atracou por BB no Terminal de Passageiros de Santa Apolónia (o existente, claro!). A tripulação vai de fim-de-semana...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

NO "POURQUOI-PAS?"





O navio oceanográfico da marinha francesa POURQUOI-PAS? esteve até hoje atracado no Porto de Lisboa numa escala técnica / visita oficial. É um navio muito sofisticado com posicionamento dinâmico do tipo II o que implica possuir três propulsores de proa, um propulsor de popa e dois hélices independentes. Possui igualmente acomodações para quarenta cientistas e instalações técnicas para desenvolver experiências oceanográficas, hidrográficas, geológicas, químicas, físicas e biológicas. É sem dúvida uma excelente ferramenta para nos ajudar a descobrir aquela que continua a ser a última grande fronteira - as profundezas do Mar...

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

MV "ESER KAPTANOGLU"

Quando olhei para o nome do navio fiquei logo desconfiado, com um nome destes não deve ser boa coisa... Estava fundeado a W da Ponte 25 de Abril.
Quando a lancha se aproximou os meus receios confirmaram-se: 11 metros de bordo livre e uma escada combinada com aspecto medieval...

Ao embarcar fui saudado pelos tripulantes de nacionalidade turca e reparei que sobre todo o convés existia uma camada espessa de pó castanho que não era nada mais do que ferrugem, era um verdadeiro "rust bucket".

Após esperar cerca de quarenta e cinco minutos pela prontidão da máquina principal lá se virou o ferro e com a útil ajuda do rebocador MONTEVIL lá naveguei barra fora...

Ao chegar perto da bóia nº2 e depois de passar pelo GALP MARINE e pelo OPDR CARTAGENA de entrada preparo-me para desembarcar: Dead Slow Ahead, Escada Combinada ainda com aspecto medieval e cuidado, muito cuidado pois é a situação de maior risco para a integridade física do Piloto...


Com a ajuda da tripulação da lancha BAÍA DE CASCAIS e com muito cuidado, tudo correu bem... venha o próximo !

domingo, 26 de agosto de 2007

VLCC em Lisboa

Desde o fecho da Lisnave não é comum ver VLCCs em Lisboa. O IRAN NESA esteve cá recentemente para efectuar abastecimento de combustíveis e água.




Fez-me recordar outro Navio-Tanque de grandes dimensões onde em tempos naveguei...

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

TPSA

Lisboa é bonita de qualquer maneira, mas sem navios falta qualquer coisa na foto...



Em locais onde já não atracam navios, os terráqueos entretêm-se a a embelezar a cidade com túneis e outras coisas do género... Já ninguém protesta claro, é debaixo da terra Ninguém Vê!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

MV "REPUBBLICA DI GENOVA"


Navio porta-contentores/ro-ro REPUBBLICA DI GENOVA in better days a manobrar em Lisboa junto ao cais da Sotágus. Este tipo de navios atraca obrigatóriamente por EB devido à rampa que possuem à popa, caso a maré esteja de vazante a rotação faz-se normalmente por EB fechando a popa à corrente e manobrando a ré para o cais - esta manobra não é muito convencional o que causa algum nervosismo nos Comandantes mas é muito mais segura do que efectuar a rotação por BB com a "proa pelo cais". Manobrei este navio na viagem em que resolveu "fazer da quilha portaló" em Antuérpia - não o manobrarei tão cedo... De notar os contentores tombados (nas fotos de Lisboa, claro...) avante do casario - estabilidade não é o forte deste navio...

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Pelo Través

Farol do Bugio pelo Través de EB...

DUKC

Dynamic Under-Keel Clearance ou Resguardo Sob a Quilha Dinâmico é um sistema que está a ser implementado na Barra Sul do Porto de Lisboa e que permitirá avaliar em tempo real o resguardo existente sob a quilha de navios de grandes dimensões em condições de ondulação moderada a forte. Este sistema baseia-se na informação transmitida pelos ondógrafos instalados na Barra Sul.
Bóia Ondógrafo fundeada a NE da Bóia nº2 (de entrada deve ser deixada por BB)

Bóia localizada no limite S do Enfiamento que sinaliza a presença do Ondógrafo de Fundo (de entrada deve ser deixada por EB)

Dragagem da Barra Sul

Dragas VIKING R e FREJA R que se encontram em trabalhos de dragagem de manutenção da Barra Sul depositando as areias dragadas na zona da Costa da Caparica.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

CCCTMS


Centro de Coordenação e Controlo de Tráfego Marítimo e Segurança, é este o verdadeiro nome da "Torre VTS" instalada à entrada do Tejo e que alberga a Direcção de Segurança e Ambiente ( VTS ; Pilotagem ; Coordenação ; Segurança ; Ambiente ; Fiscalização e Operações Marítimas ) da Administração do Porto de Lisboa.

Inaugurado em 2001 é um edifício moderno e funcional que projecta uma imagem do futuro que se deseja para o Porto de Lisboa.

domingo, 19 de agosto de 2007

Lancha "Goladas"


Sem comentários, muita gente anseia pela sua reforma, mas teima e manter-se operacional... uma verdadeira "costureirinha"...

Lancha "Ponta do Salmodo"


Rápida, muito rápida e estável ao costado dos navios, para embarques e desembarques no Rio não há melhor...

Lancha "Baía de Cascais"


A mais recente aquisição, deixa muito a desejar em termos de comportamento, nomeadamente devido ao balanço transversal excessivo e à qualidade da construção luso-espanhola... Sempre é rápida e espaçosa o que já não é mau de todo...

Lancha "Torre de Belém"


Uma lancha "feita para o mar", caturra muito pouco e quase não dá balanço transversal, provavelmente a melhor lancha de Pilotos. Pena é que já se encontre com "alguns" anos de serviço...

sábado, 18 de agosto de 2007

QE2 - O Mais Bonito Navio do Mundo


Tive recentemente a oportunidade de pilotar o QE2 que considero ser o mais bonito navio do mundo. Infelizmente em termos de manobra não se pode dizer que é um navio muito interessante pois é muito "pesado" e "lento" a responder comportando-se mais como um navio-tanque do que como um navio de passageiros, o que obriga à utilização de três rebocadores para atracar e para largar. No entanto, para um navio com Quarenta anos de travessias do Atlântico Norte não está nada mal...



Barra Sul


Por aqui se entra no Porto de Lisboa, por aqui se entra também neste blog dedicado à Navegação Marítima...